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quarta-feira, junho 21, 2017

Quadrilhas resistem ao tempo e fazem a festa nos ‘arraiás’

O arraiá Amor Caipira, de Cidade Pomar, vai representar o ES, no Maranhão. Foto: Fábio Barcelos
Ana Paula Bonelli
Uma tradição que foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial está resistindo ao tempo. Na Serra, um grupo de pessoas trabalha para manter o legado das festas juninas vivo.
Uma delas é Tiago Maia que está inserido no mundo junino há 25 anos. Morador de Barcelona, o quadrilheiro destaca que a Serra é o berço de grupos de destaque no cenário capixaba. “Quase não há apoio do poder público, quando há, é um ou outro que faz por gostar do movimento. Aqui na Serra a cultura é mais forte ou poderia dizer menos fraca. As quadrilhas mais antigas e de renome são Serra Pelada, Zé Barriga, Chico Canela, Caipiras, Piratas, Chica Dengosa entre algumas outras. É um mundo mágico e trabalho para manter a tradição viva e de forma voluntária, porque amamos tudo isso. Existem aqueles que fazem tudo por amor ao culto, inclusive tirar do próprio bolso para às vezes bancar um projeto inteiro”.
Outra que também arregaça as mangas para não deixar as festas juninas morrerem é Josiane Cardoso Pires Oliveira, de Feu Rosa, que promove eventos juninos há cerca de cinco anos.
“É uma tradição que vem se perdendo. Eu sou quadrilheira e estamos suando para manter esse costume vivo. Antes nós tínhamos 43 arraiás registrados na União Capixaba Junina (Ujuc) e a maioria era da Serra, hoje temos menos de 20. Fazemos mais do que uma simples quadrilha, realizamos um espetáculo temático, com roupas, canções e nossa maior satisfação é ver as famílias unidas assistindo as apresentações e o sorriso de felicidade estampado em cada rosto”.
Josiane destaca o evento 1º Festival Gonzagão de Quadrilhas Juninas do Espírito Santo que aconteceu no  mês passado em Barcelona e foi uma seletiva estadual para o Torneio de Arraiás que acontece em São Luiz do Maranhão. O ganhador foi o Arraiá Amor Caipira de Cidade Pomar. “Eles que vão representar o Espírito Santo e a Serra no Nordeste ao lado de grupos de todo o Brasil”.
O produtor cultural Patrick Rosa, morador de São Domingos, também está a frente do movimento quadrilheiro. Ele promove o projeto Rodada Cultural em bairros da Serra que durante os meses de junho e julho será totalmente voltado para os festejos de São João, São Pedro e Santo Antônio. “Já fui marcador de quadrilha durante sete anos, parei por algum tempo mas agora estou de volta. Nosso objetivo é alavancar para não deixar esta herança morrer. Entre dança e organização são 20 anos”.
 Final de semana com muito arraiá em Campinho da Serra
Nesta Sexta (23) e sábado (24) acontece o 1° Arraiá do Parquinho, em Campinho da Serra II, próximo ao campo de futebol. Nos dois dias de evento haverá apresentação de grupos de dança, DJs, e dois grupos juninos da Serra.
O Arraiá Gabiraba Gabshow de Feu Rosa se apresenta no sábado. Na sexta, também terá grupo junino, mas ainda não tem qual arraiá irá se apresentar.
A festa nos dois dias começa às 18h30 e contará com várias barracas de comidas e bebidas típicas, além de brinquedos para a criançada. O evento conta com o apoio do Projeto Rodada Cultural e também com o apoio de dona Celina, presidente da Associação de Moradores de Campinho da Serra II.
Tancredão, em Vitória
Também no final de semana, acontece o 29º Festival de Quadrilhas da Associação Capixaba de Arraiás, no Ginásio do Tancredão, em Vitória. Três grupos juninos da Serra irão participar do evento. Na sexta (23) tem apresentação do Arraiá Gonzagão, de Nova Carapina. Já no sábado (24) é a vez da Estilizada Junina Amor Caipira, de Cidade Pomar e Arraiá Disse Me Disse, de Planalto Serrano.
Participação também do Arraiá Cheiro de Forró, de Barcelona, que irá homenagear o Arraiá Zé Barriga, que não existe mais, mas que foi de muita tradição no Espírito Santo.

domingo, junho 18, 2017

Doce, salgado, unha e chup chup para driblar desemprego


Maria Andria, de Jardim Limoeiro,ficou cinco anos procurando emprego e não encontrou, decidiu então, investir em manicure e cabeleireira a domicilio. Foto: Joatan Alves
 Gabriel Almeida
Com o desemprego que atinge cerca de 14 milhões de brasileiros, muitas pessoas estão despertando sua criatividade para conseguir pagar as contas e se manter. Na Serra não é diferente. É cada vez maior o número de autônomos que vendem comidas, chup-chups, sobremesas ou fazem unhas, cabelo dentre outras atividades. É o caso da Maria Andria, moradora de Jardim Limoeiro,que ficou cinco anos procurando emprego e não encontrou. “Fiquei desempregada há cinco anos e não conseguia emprego. Como preciso ajudar meu esposo no orçamento doméstico, passei então a fazer unhas em casa para algumas amigas”, disse.
Como os negócios estavam dando certo Maria quis se especializar na área e hoje atende vários bairros. “Fiz um curso de cabelereira e de unhas em gel para aumentar minha qualificação e assim passei a atender a domicílio.  Hoje atendo clientes em Morada de Laranjeiras, Valparaiso e Chácara Parreiral”, conta.
A moradora de Taquara II, Dária Soares, que hoje faz doces, bolos e salgados também ficou desempregada por um longo tempo e não conseguia nenhum emprego. “Fiquei um ano parada e espalhei currículos para diversas empresas até hoje ninguém me chamou”, explica.
Dária conta que a inspiração veio da mãe que a incentivou a fazer salgadinhos, tortas, empadas doces e outras delicias. “Como eu não tinha conseguido nenhuma oportunidade para trabalhar, minha mãe me deu a ideia de começar a fazer várias gostosuras e começar a vender em lojas e também por encomenda”, disse.
Além de bancar as despesas básicas, Dária ainda consegue pagar a sua faculdade. “Faço faculdade de Comércio Exterior e pago o curso com o dinheiro dos salgados e doces que vendo”, destaca.
Já a moradora de José de Anchieta, Jorgina Santos, apostou na fabricação e venda de chup-chup para conseguir pagar as contas. “Faço os chup-chups em casa e depois vendo na minha residência e na praia. O sabor que mais sai é o de côco”, detalha. 

Moradores não querem que Prefeitura faça negócio com imóvel em Jacaraípe


As obras do Riviera se arrastam há anos e espaço virou refúgio de marginais. Foto: Arquivo TN / Fábio Barcelos
Conceição Nascimento 
Após especulações de que a prefeitura da Serra teria a intenção de vender o imóvel onde seria construído o complexo do Riviera, em Jacaraípe, para um supermercado, moradores da região se mobilizaram contrários. Em nota enviada ao Tempo Novo, a prefeitura confirma a intenção de negociar o imóvel, mas disse que ainda “será definido o modelo de negociação”.
Os moradores se reuniram na noite desta terça-feira (13) para discutir o destino do Complexo Riviera, cujas obras encontram-se paradas. Especula-se que a prefeitura da Serra estuda a possibilidade de venda do imóvel para construção de um supermercado, e os moradores adiantam que não concordam com a proposta. A região da Grande Jacaraípe compreende 14 bairros. 
O encontro foi organizado pelo Conselho Interativo de Segurança Pública de Jacaraípe e Manguinhos (Cispjam), que tem como presidente, Thiago Menezes Carreiro. Estiveram presentes representantes das associações de moradores de bairros que compõem a grande Jacaraípe e várias lideranças políticas, além da subsecretária de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra, Maylla Venturin.Segundo o presidente da Cispjam, moradores se posicionaram contra a venda do imóvel, uma vez que a região carece de equipamentos de lazer. “Foi confeccionado um documento exigindo que seja feita uma consulta pública no bairro, e não na Câmara de Vereadores, para que os moradores possam se expressar. Queremos a área pública, não teremos outra oportunidade de um terreno em área nobre para construção de um equipamento que terá impacto no turismo, cultura e lazer”, disse Thiago. 
Por meio de nota, a Secretaria de Comunicação da Serra informou que “vai realizar uma audiência pública com os moradores para decidir o que querem fazer naquela área. Será apresentada a avaliação e colhidas todas as sugestões dos moradores. Também a partir desta audiência será definido o modelo de negociação que será feito com a área”.
 Discórdia
A obra começou em 2011 e estava orçada em R$ 9,8 milhões. O Riviera é motivo de muita discórdia entre o prefeito Audifax Barcelos (Rede) e o ex e atual deputado federal, Sérgio Vidigal (PDT). A atual gestão argumenta que houve erros graves de projeto feito durante a gestão de Vidigal, que inviabilizaram o projeto. Por sua vez, Vidigal argumenta que entregou a obra em plena execução e com recursos, oriundos dos governos federal e estadual, em caixa para que fosse concluída.

Câmara vai realizar audiência para debater serviços de esgoto

Aécio diz que audiência vai buscar informações sobre a parceria. Foto: Arquivo TN/Fábio Barcelos
Está em tramitação na Câmara da Serra, o Projeto de Lei 134/2017 que propõe a revogação da Lei que instituiu o Plano Municipal de Saneamento Básico no município. O plano resultou na Parceria Público-Privada (PPP) entre a Cesan e o Consórcio Serra Ambiental, para oferta do serviço de coleta e tratamento de esgoto.
Antes da discussão e votação da matéria no Plenário, a Câmara vai sediar uma audiência pública para debater a qualidade do serviço, atualmente prestado no município e os mecanismos legais para suspender o contrato, que tem vigência de 30 anos. A audiência ainda não teve a data divulgada. 
“A proposição da audiência parte dos vereadores para debater estas questões e quais são os benefícios que a cidade tem obtido com essa PPP. Temos mais a reclamar do que comemorar, a Cesan acaba contribuindo com a poluição das lagoas e precisamos saber até que ponto é viável uma PPP desse porte para a cidade”, disse o vereador Fábio Duarte (PDT).Já o vereador Aécio Leite (PT) aponta que o trabalho feito na Serra deixa a desejar. “Vamos ficar atentos aos desdobramentos da revogação e verificar o posicionamento da prefeitura sobre o assunto”, disse o petista.
Consórcio diz que metas estão em dia e que segue investindo
A assessoria de Comunicação do consórcio Serra Ambiental informou que não tem conhecimento oficial do pedido dos vereadores e fornecerá todas as informações necessárias assim que solicitadas. 
Acrescentou que desde 2015 foram mais de 36 mil novas ligações de esgoto e a Serra foi a que mais avançou na Grande Vitória, com 68% dos moradores que conectaram suas residências às redes.
Os investimentos, conforme a assessoria, estão em linha com o Plano Municipal de Saneamento. Como a ampliação da cobertura de esgotamento sanitário de 60% para 98% da população em 9 anos. A meta para 2017 é 67%, mas já está em 79%.

Mais royalties do petróleo para o município este ano

Plataforma em alto-mar. Foto: Divulgação
A alta no preço do barril do petróleo pode dar uma melhorada na situação fiscal da prefeitura da Serra. Isso porque o valor arrecadado em 2016 foi de R$18,9 milhões e a previsão orçamentária para este ano é de R$25,6 milhões. Mas se o preço do barril no mercado internacional se mantiver em alta, o montante pode aumentar.
De acordo com o secretário de Fazenda da Serra, Cláudio Melo, a previsão orçamentária pode variar em razão da flutuação do preço do barril. Caso seja confirmado o aumento, as obras de infraestrutura, saúde e educação serão os mais beneficiados, pois são as prioridades de investimento do município com o dinheiro do petróleo.
“Não há muita limitação no que se pode usar, mas não se pode pagar pessoal. Como é um produto finito, tentamos botar a cidade em ordem, de acordo com a recomendação do prefeito. Aplicamos em obras de infraestrutura, como ciclovias, construção de escolas, hospital materno infantil. Do total recebido é obrigatório aplicar 15% em saúde e 25% em educação”, detalha.E explica como se dá o cálculo dos valores. “O royaltie é uma compensação financeira que a União paga aos estados e municípios que produzem petróleo e gás natural. A formação do percentual tem três bases: alíquota do campo produtor, que vai de 5 a 10%, a produção mensal de petróleo ou gás nesse mesmo campo e o outro item é preço de referência do produto no mercado internacional”, explica.
Dos royalties gerados 40% vão para os municípios limítrofes aos produtores e 60% aos da zona de produção principal, dos quais a Serra faz parte, e dos 60% a cidade recebe 4,62%”, conclui.
As áreas do território da Serra onde se produz petróleo estão em alto mar.

Nova estrada de Eldorado deve ser inaugurada ainda este mês

Prevista para ser inaugurada oficialmente no dia 24 de junho, a estrada que liga o bairro Eldorado e Nova Carapina I já está sinalizada e faz parte da rotina dos moradores dos dois bairros. Trata-se de um trecho de 250 metros, feito sobre um aterro de dez metros, que vai provocar uma mudança radical na rotina dos moradores dos bairros daquela região. Sinalizada, com ciclovia, muro de proteção e calçada, a estrada já é uma realidade.
Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura da Serra a via vai fazer parte do sistema Transcol, facilitando o acesso a outros bairros, como Porto Canoa.
A construção da via faz parte de um contrato global, que inclui várias outras obras, e está orçada em R$ 2,3 milhões, ficando em uma área de influência que atinge também moradores de outros bairros, como Porto Canoa, Mata da Serra, Maringá e Nova Carapina II, entre outros.

Jaqueta, cachecol e blazer para curtir o inverno com elegância

Jessika e Elania aproveitam a temporada de friozinho para caprichar no visual com mais roupas e acessórios. Foto: Edson Reis
Thiago Albuquerque
Na próxima quarta-feira (21) começa o inverno e com ele o friozinho típico da temporada. E como esses últimos dias de outono já estão frescos, a turma que gosta de se vestir bem já começou a tirar do guarda-roupa as peças mais elegantes.  Jaqueta de couro, sobretudo, cachecol e até aquela bota, se tornam peças para formar aquele “look” especial.
Da Serra- Sede, Jessika Paiva, de 29 anos, ama o inverno e faz questão de caprichar no visual. “As pessoas se vestem mais elegantes, as comidas são mais saborosas, gosto de ir para região das montanhas, como Santa Teresa e Domingos Martins. E posso usar um estilo mais casual, usando jeans, blusa de tricô, cachecol, botas e sapatos fechados como scarpin”, revela.Moradora do bairro Jardim Bela Vista, Elania Cristina, de 34 anos, fala que na Serra não sente muito aquele frio, por isso busca refúgio nas cidades da região serrana. “Somos uma cidade com clima mais tropical. Mas quando vou passear nas montanhas dá para se vestir de forma mais elegante, colocando aquele casado de couro, uma blusinha de frio para aquecer, e claro, sempre bom ter uma boa companhia e tomar aquele vinho”, detalha.
Para Caroline Hoffmann, de Morada de Laranjeiras, essa é a época para usar aquela roupa que não utiliza nas outras estações do ano. “Adoro usar aquela jaqueta jeans, um bom moletom e um lindo cardigan”, enumera.
E além das meninas, os homens também se sentem mais bem vestidos. “É interessante que podemos usar uma blusa de manga cumprida, um moletom, um blazer, e claro, deixa a aparência mais bacana e fica até fácil para xavecar por aí”, conta Marcos Antônio, de Barcelona.  
No inverno a média das temperaturas mínimas na Serra fica entre 18 e 20 graus. Já nos meses de verão, elas passam dos 32 graus.

Bairros têm torneios de treinamento funcional


A galera da equipe Fit Box que ficou em terceiro lugar na etapa de Jacaraípe. Foto: Divulgação
Caio Dias
Uma série de competições itinerantes entre equipes de treinamento funcional da Serra para estimular a atividade física nos bairros da cidade. É o que estão fazendo cinco academias localizadas no município, que já têm uma nova competição prevista para agosto, após a realização da primeira no último dia 27 de maio em Jacaraípe.
A idealizadora e organizadora do projeto é a professora de educação física, Sylvia Boni. “Nosso intuito é promover maior interação entre os Centros de Treinamento, promover saúde e usar a competição para incentivos aos nossos alunos a cada vez mais praticar o esporte”, conta.A próxima competição acontecerá em Mata da Serra e a previsão é que seja em agosto. A data deve ser definida nos próximos dias e a organização ficará por conta do Centro de Treinamento Leonardo Rezende, localizado no bairro.
Já a primeira edição aconteceu num sábado, 27 de maio, na praia de Jacaraípe, na altura do restaurante Berro d’Água. E contou com as cinco academias, sendo duas do próprio balneário, uma de Nova Almeida, uma de Mata da Serra e uma de Laranjeiras.
Venceu a etapa a FFT Centro de Treinamento, seguida pela UP2 e FIT BOX. Cada equipe contou com 16 atletas e a estimativa da organização é de que cerca de 500 pessoas prestigiaram o evento.Fato que ajudou a movimentar o comércio local. A etapa teve ainda o suporte de uma ambulância, estrutura que deverá estar disponível nas próximas competições.

Feira de decoração, móveis e utilidades em Carapina

Continua nesta sexta (16) a tradicional feira do mercado moveleiro e decoração do estado – Expolar 2017 – Feira de Móveis, Decoração e Utilidades do Lar, que acontece no Parque de Exposições de Carapina até o dia 25 (domingo). No local estão presentes 70 expositores de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia, sendo 13 do estado e três da Serra.
A feira tem móveis, objetos decorativos e utilitários para o lar e a expectativa é de que até o final do evento passem por lá entre 20 e 25 mil pessoas. Os ingressos são vendidos na portaria do evento ao custo de R$ 7,00, mas idosos e crianças até 12 anos não pagam. A feira funciona das 16h às 22h, de segunda a sexta-feira, e das 14h às 22h, aos sábados, domingos e feriado.
A feira está em sua oitava edição e é uma realização da MG Marketing.

domingo, junho 04, 2017

Carapina recebe maior feira de rochas do país


Este ano o evento terá 300 expositores, 120 a menos do que na edição de 2016 da Vitória Stone Fair
Clarice Poltronieri
Acontece na Serra na próxima semana, de terça (06) à sexta-feira (09), a maior feira de mármore e granito do país: a Vitória Stone Fair Marmo Mac Latin America. A feira, que tradicionalmente ocorre em fevereiro, foi adiada para junho por conta da crise na segurança pública gerada pela greve da PM.O evento contará com 320 expositores, quase 30% a menos que no ano passado, quando tiveram 420. O sindicato das empresas do setor de rochas ornamentais (Sindirochas) não explicou o porquê da redução, nem revelou a expectativa da geração de negócios nesta 43ª edição do evento.
A Feira acontece no Pavilhão de Carapina, das 13h às 20h (acesso até às 19h) e a entrada é gratuita. Em 2016 a feira recebeu um público de 25,5 mil pessoas.
A Stone Fair começou em 1989, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), e a partir de 2003 passou a ser realizada também na Grande Vitória, mantendo duas edições anuais: uma na Serra e outra em Cachoeiro.
Apesar do evento acontecer na Serra, e esta ser a principal exportadora e também ter o maior parque de beneficiamento do estado, a feira continua levando o nome de Vitória.
A Vitória Stone Fair | Marmo Mac Latin America 2016 é realizada pela Milanez&Milaneze e promovida pelo Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado (Sindirochas) e Centro Tecnológico do Mármore e do Granito (Cetemag). Conta com apoio do Governo do ES, Sistema Findes, CNI, Centrorochas, Marble Institute of America e Sebrae, dentre outros.
Mortes e destruição ambiental marcam setor
Na sombra da importância econômica, o setor de rochas ornamentais gera muitos passivos ambientais, sociais e na estrutura viária do estado. Em 10 anos, houve pelo menos acidentes menos 32 acidentes de trânsito envolvendo transporte de pedras ornamentais, com saldo de 18 mortes e 25 feridos.
Também foram registradas 189 mortes entre 1996 e 2006 em acidentes de trabalho, de acordo com o sindicato dos trabalhadores do setor (Sindimármore).
Ainda há os impactos ambientais com os resíduos gerados pelas empresas de beneficiamento, que são os casqueiros e a lama abrasiva, uma mistura química formada por pó de rocha, água, granalha, contendo óxidos de alumínio, silício, ferro e cálcio.  A Serra é uma das que mais sofrem com isto, já que possui cerca de 100 serrarias (beneficiadoras), onde as pedras são cortadas e polidas em chapas.  
Já nas regiões onde têm pedreiras – há mais de 1000 em todo o ES, segundo o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), os problemas são outros: desfiguração da paisagem, perda de vegetação nativa; descarte inadequado de resíduos; erosão, destruição de nascentes, contaminação assoreamento de rios e córregos.

Escolas estaduais que desenvolvem boas práticas vão ser premiadas com até R$ 25 mil


A Escola Clóvis Borges Miguel já foi destaque no prêmio. Foto: Divulgação
Neste ano, o “Prêmio Sedu: Boas Práticas na Educação” chega a sua 11ª edição. Professores, pedagogos e gestores educacionais que desenvolvem experiências bem sucedidas nas unidades escolares da rede estadual já podem se preparar. As inscrições terão início nesta sexta-feira (02), totalmente online, por meio do site www.educacao.es.gov.br.
Nesta edição, assim como nos anos anteriores, o Prêmio Sedu vai contemplar três categorias: “Boas Práticas do Professor”, “Boas Práticas do Pedagogo/Coordenador de Turno” e “Boas Práticas do Gestor Escolar”. Além disso, a Superintendência com o maior número de relatos de experiências inscritos também será homenageada.
A premiação vai reconhecer os resultados expressivos, alcançados em 2016 ou 2017 (até a data final das inscrições), em projetos desenvolvidos nas unidades escolares da rede pública estadual, descritos em relatos de experiência.A divulgação dos projetos selecionados como finalistas será publicada no site da Sedu – www.educacao.es.gov.br no dia 11 de novembro. Em dezembro, ocorrerá a solenidade comemorativa com a apresentação dos projetos vencedores, em data ainda a ser definida.
Inscrições
As inscrições ocorrerão no período de 02 de junho a 09 de agosto, onde os interessados em concorrer ao prêmio deverão ler atentamente a Portaria que regulamenta o Prêmio.
Neste ano, a inscrição será pela internet, por meio do site da Sedu – www.educacao.es.gov.br, onde deverá ser escrito um relato da experiência devidamente comprovada, evidenciando sua qualidade e resultados obtidos.
Além disso, será o candidato deverá também entregar uma cópia do relato da experiência em CD-ROM (gravada em arquivo DOC/DOCX), com identificação legível do participante, deverá ser enviada em envelope lacrado, à Superintendência Regional da unidade escolar jurisdicionada, contendo, na parte externa do envelope, a indicação “Prêmio SEDU: Boas Práticas na Educação – 11ª Edição”, a categoria e o tema correspondentes.
Para concorrer, o projeto deve ter sido desenvolvido e concluído nos anos de 2015 ou 2016, desde que tenha sido finalizado até a data final das inscrições ou ainda estar em andamento, por meio da comprovação de resultados já alcançados.
Todas as informações sobre o Prêmio e de como realizar a inscrição estarão disponíveis na Portaria publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (02).
Premiação
O professor autor principal, assim como o pedagogo/coordenador de turno e o gestor autor principal de cada projeto vencedor, classificados em 1º ou 2º lugar, vão receber um notebook e um data show. As escolas onde os projetos vencedores forem desenvolvidos serão beneficiadas em R$ 25 mil, para a unidade cujo projeto for classificado em primeiro lugar; e R$ 20 mil, para a unidade cujo projeto foi classificado em segundo lugar. Também serão conferidos troféus aos finalistas classificados em 1º ou 2º lugares por tema e certificados aos demais classificados por tema, pela contribuição ao desenvolvimento da educação no Estado.
Além disso, a 11ª Edição do Prêmio Sedu: Boas Práticas na Educação homenageará a escola com o maior número de projetos inscritos ao longo das edições do Prêmio e também a Superintendência com o maior número de projetos premiados ao longo das edições.
Prêmio Sedu: Boas Práticas na Educação
É uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), e tem como objetivo valorizar os profissionais que contribuem para um ensino público com cada vez mais qualidade, e que desenvolveram, dentro do ambiente escolar, experiências bem sucedidas.
Em 2016, o Prêmio Sedu: Boas Práticas na Educação bateu recorde de inscrições ao longo das edições, foram 352 trabalhos inovadores inscritos.

Reunião em José de Anchieta para debater segurança do bairro

Aconteceu na última terça (30), uma reunião entre a Polícia Militar, a Prefeitura da Serra e a comunidade do bairro José de Anchieta. A ideia do encontro foi debater questões relacionadas à segurança pública na região e também na área comercial. A reunião aconteceu no Centro de Vivência da Terceira Idade.
Estiveram presentes no encontro o subcomandante do 6º Batalhão, o Major Cristelo e o comandante da 1ª Cia, Tenente Bridi, da Polícia Militar. Esses são os policiais responsáveis pelo policiamento desse e dos demais bairros adjacentes. Esteve presente também o presidente da Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Serra, vereador Cabo Porto.
O debate foi intermediado pela Federação das Associações de Moradores da Serra e pelas lideranças comunitárias que puderam explanar os anseios em termos de policiamento, bem como de ações estruturais pela prefeitura municipal.Para o comandante do 6º BPM, tenente-coronel Mauro, a interação entre comunidade, polícia e prefeitura é de fundamental importância para mapear os problemas, e com isso estudar qual melhor solução para contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade serrana.

Safadão volta ao Estado com Garota Vip em setembro

O show de Wesley Safadão acontece no Parque de Exposições de Carapina. Foto: Divulgação
O festival Garota Vip vai desembarcar em terras capixabas para sua segunda edição no dia 02 de setembro, no Parque de Exposições de Carapina, na Serra.  Sob o comando do fenômeno Wesley Safadão, a festa vai reunir ainda, os sertanejos Zé Neto e Cristiano e mais outras duas grandes atrações que serão divulgadas em breve. Os ingressos começam a ser vendidos nesta quinta-feira, dia 1º de junho, na loja oficial, montada no Shopping Vila Velha, e, também, neste site.
Fenômeno da atualidade e arrastando multidões pode onde passa, Safadão vai trazer para os capixabas um show inédito. Com lançamento do seu novo DVD previsto para julho, o cantor vai apostar em um repertório recheado de novos hits, além dos seus sucessos já consagrados, como “Solteiro de Novo”, “Vou dar Virote”, “Meu Coração deu PT” e muito mais.
Já a dupla Zé Neto e Cristiano vai se apresentar pela segunda vez na Grande Vitória. Os sertanejos são donos dos hits “Seu Polícia”, “Cadeira de Aço”, “Bateria Acabou”, entre outros sucessos.Neste ano, os clientes que comprarem no primeiro lote o setor backstage, vão ganhar de brinde um copo e boné do Wesley Safadão. Além desse espaço, também haverá os setores de pista, área vip e open bar.
Garota Vip Vitória 2017
Atrações: Wesley Safadão + Zé Neto e Cristiano + outras duas atrações
Quando: dia 02 de setembro
Onde: no Parque de Exposições de Carapina
Onde comprar: loja oficial no Shopping Vila Velha ou pelo site www.bilhetecerto.com.br
Quais o valores:
Pista: R$ 50,00
Área vip: R$ 90,00
Open Bar: R$ 180,00
Backstage ( ingresso + copo + boné): R$ 320,00

sexta-feira, junho 02, 2017

Plano prevê investimento público de quase R$ 1 bilhão até 2021 no município


Patrícia Lempê é a secretária de Planejamento Estratégico da Serra. Foto: Joatan Alves
Além de prever quase R$ 1 bilhão de investimentos nos próximos quatro anos, o Plano Plurianual (PPA), em fase de estudo, deverá contar com algumas novidades. Entre elas o Planeja Serra, o Observatório de Indicadores além das Parcerias Público-Privado (PPP).
A Secretária de Planejamento Estratégico da Serra, Patrícia Lempê, explica que o PPA é um instrumento de planejamento que define os objetivos e metas para os próximos quatro anos.“Busca viabilizar a implementação e gestão de políticas públicas de 2018 à 2021, seguimos a orientação do prefeito por uma Cidade Inteligente, Humana e Sustentável”, explica.
A Secretária ainda falou do Planeja Serra, que será uma ferramenta online onde qualquer morador do município poderá indicar três ideias ao plano.
“É uma ação que busca a participação, será um espécie de PPA online, no planeja.serra.es.gov.brAs propostas serão de obras de infraestrutura e sobre gestão e os serviços ofertados para a população”, disse.
Outro ferramenta nova é o Observatório de Indicadores. Patrícia explica que no PPA terá vários indicadores a serem alcançados e o Observatório de Indicadores irá dar a métrica para ajustar e monitorar as ações.
“Serão parâmetros como índices de pobreza, mortandade, abastecimento de medicamentos e índices econômicos, entre outros”, apontou.
Já em relação às PPP’s, Patrícia disse que está contemplado no plano, a ideia de quatro Parcerias, são elas: Gestão do lixo; administração do Parque da Cidade e do Hospital Materno Infantil e obras na rotatório do Ó em Laranjeiras.
“A legislação fala que deve ser contemplado o objeto que será fruto da parceira, então temos a previsão, que são aqueles que o prefeito já adiantou. Mas a execução ainda depende das condicionantes legais”.
A audiência pública deverá ocorrer no dia 01 de julho e a prefeitura espera que o projeto seja enviado a Câmara no dia 15 de agosto.

Brigadeiros especiais são opções para o Dia dos Namorados


Bárbara trabalha com três tipos de opções para o Dia dos Namorados. Foto: Bárbara Ramos
Por Thiago Albuquerque
O Dia dos Namorados está chegando. Esta é uma data mais do que especial para os casais apaixonados que aproveitam o dia para dar aquele presente para a pessoa amada. E uma opção que está fazendo sucesso atualmente são as caixas de brigadeiro, dos mais diversos sabores. E na Serra duas opções estão enchendo os olhos dos enamorados.
A primeira opção vem da ganhadora do famoso programa da GNT, o Que Seja Doce, Bárbara Ramos. A confeiteira oferece três opções: a 1ª é uma caixa com dezessete brigadeiros e dois brownies com nutella ou doce de leite, e o mimo vem ainda com uma champagne baby Chandon, no valor de R$ 130; a 2ª opção é uma caixa com a baby Chandon, 26 brigadeiros, também por R$ 130; e a 3ª opção é a barca que pode ser toda brigadeiro ou com metade brownie, por R$  52.Encomendas podem ser feitas pelo telefone 99992-4572. Para quem mora na Serra, o valor da entrega é R$ 3, em Vitória R$ 5 e em Vila Velha, R$ 8.
A Nobri tem diversas opções de brigadeiro. Foto: Filyppe Meneses Coelho
A segunda opção é a Nobri Brigadeiros Gourmet, através de Filyppe Meneses Coelho. Feitos com chocolate belga, eles integram uma linda caixa personalizada. Os preços variam de R$ 20 a R$ 60, com tamanhos de 6 unidades, 9, 12, 16 e 20. As caixas acima de 12 unidades vão ganhar um brinde surpresa. Os pedidos podem ser feitos pelo facebook Nobri Brigadeiros Gourmet e pelo whatsapp, 99934-7367. O site é o http://www.nobri.com.br/.

Estudo diz que desmatamento cresceu 1550% no Estado

Área de 8,3 hectares desmatada com autorização do Estado em Putiri, Serra. Foto: Arquivo TN / Bruno Lyra
Bruno Lyra
Em quatro anos a destruição da mata Atlântica no Espírito Santo cresceu 1550%. No período de 2013-2014 foram desmatados 20 hectares. Já entre os anos de 2015 e 2016, a devastação saltou para 330 hectares, conforme estudo divulgado no início da semana pela Ong SOS Mata Atlântica.
O aumento pra lá de alarmante da floresta, que já cobriu praticamente todo o território do Estado e hoje abrange cerca de 10% – um dos mais desmatados do Brasil – coincide com a pior seca já registrada na história do Espírito Santo, que desde 2014 vem recebendo chuvas abaixo da média. Situação que já gerou racionamento e até interrupção no sistema de abastecimento de água em várias regiões e cidades, incluindo as da Grande Vitória. Dentre elas, a Serra.O estudo da ONG apontou que só nos biênios 2014-2015 e 2015-2016, a perda da mata nativa dos capixabas cresceu 166%, seguindo o crescimento exponencial verificado no biênio anterior: entre 2013 – 2014 e 2014 – 2015 o salto foi de 20 hectares para 153 hectares. Cada hectare corresponde a aproximadamente um campo de futebol.   
Além de desmatamentos clandestinos, houveram cortes autorizados pelo governo. Na Serra, uma área de floresta com 8,5 hectares entre a lagoa Juara e o rio Reis Magos foi desmatada em julho de 2016 com autorização do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF). Numa área de floresta sobre costão rochoso na famosa praia da Bacutia, em Guarapari, o mesmo Idaf autorizou corte raso com a anuência da prefeitura local em outubro. Este caso foi parar até na Justiça, que barrou a construção do condomínio.     
O estudo do SOS Mata Atlântica apontou que o Bioma perdeu mais de 29 mil hectares entre 2015 e 2016, o maior em 10 anos. Mesmo assim, o aumento médio foi de 57%, bem inferior aos 1550% verificados no ES.
A reportagem entrou em contato com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos / Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama/Iema). A assessoria de imprensa do órgão disse que na manhã desta quinta enviará nota com o posicionamento do estado sobre os números divulgados pela ONG. Assim que o fizer, será publicado neste espaço.

Chuvas reduzem risco de racionamento de água


Cena rara: em novembro de 2016 o rio Santa Maria encheu e agora voltou a ter vazão suficiente para alcançar a baia de Vitória: Foto: Arquivo TN / Bruno Lyra
Maio fechou com chuvas acima da média, o que melhorou ligeiramente o cenário de abastecimento de água na Serra e Grande Vitória, que enfrentam desde 2014 a pior crise hídrica da história. Com isto, cai o risco de retorno do racionamento. Pelo menos nos próximos dias.
Na última quarta-feira (31) a vazão do rio que a abastece a Serra, o Santa Maria, estava em 12 mil litros por segundo – bem acima do crítico que é de 3,8 mil litros. Já a represa de Rio Bonito, também no Santa Maria, havia atingido mais de 90% da capacidade total de 27 bilhões de litros uma semana antes.A situação do rio Jucu, que abastece a porção sul da Grande Vitória – Cariacica, Vila Velha, Viana e a ilha de Vitória já não é tão boa. Estava com pouco mais de 7 mil litros por segundo de vazão na última quarta-feira (31). O nível crítico do manancial é 5,5 mil litros por segundo.
E as chuvas que aconteceram entre 20 e 24 de maio acabaram sendo mais generosas na região metropolitana do que nas montanhas onde estão as nascentes dos rios.  No município da Serra choveu 194 mm. Em Vitória, 129mm.  
Em Santa Maria de Jetibá, onde ficam nascentes do rio que abastece a Serra, a chuva foi de 62 mm no período. No município de Santa Teresa, cabeceira do rio Reis Magos, que ajudará a abastecer a Serra a partir de agosto, choveu 46 mm. Já nas nascentes do rio Jucu em Domingos Martins, só 10,8mm de chuva. Os números são da estação meteorológica do Incaper, Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais e Instituto Nacional de Meteorologia.