Radio Sepiol E TV Sepiol

sexta-feira, março 03, 2017

Governo vai extinguir Instituto de Meio Ambiente

O Governo do Estado confirmou na tarde desta quinta-feira (02), que o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) será extinto. O órgão responsável pelo licenciamento ambiental, fiscalização e gestão de unidades de conservação será fundido com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama).
Ainda não há mais detalhes sobre a fusão. Em nota, o secretário de Meio Ambiente do ES, Aladim Cerqueira, disse que a operação não é para economizar nem gerar mais gastos, mas melhorar a estrutura gerencial. O que segundo ele irá redundar em mais agilidade e integração dos processos tocados pelo Iema.
Aladim afirma que as equipes do atual Iema serão mantidas, bem como os serviços tocados pelo órgão como licenciamento ambiental, fiscalização – dentre elas, o monitoramento da poluição do ar na Grande Vitória e autuação. O secretário acrescentou que não há data prevista para conclusão do projeto e o envio à Assembleia Legislativa.   O Instituto foi criado em 2002, no último ano da gestão do ex-governador José Ignácio Ferreira. Sua sede fica em Cariacica, numa área doada pela Vale ao estado, no bairro Jardim América.
Para o Sindicato dos Servidores Públicos do ES (Sindipúblicos) a fusão é ruim. O presidente da entidade, Haison de Oliveira, disse que se reuniu, junto com servidores do órgão, com o secretário Aladim Cerqueira na tarde de ontem (02). “Sequer nos foi apresentado um projeto escrito, só conversa genérica e sem revelar as verdadeiras intenções. Na prática essa fusão vai tirar a autonomia técnica, administrativa, jurídica e financeira do Iema, o que pode aumentar a influência política nas decisões sobre licenciamento e fiscalização”, por exemplo.
Haison também citou a preocupação com o plano de carreira dos servidores. Inclusive há uma assembléia dos servidores do Iema marcada para a manhã desta sexta-feira (03). “Serão definidas estratégias de enfrentamento político e jurídico contra essa fusão”, resume.

Polícia prende suspeito de furtar merenda de creche na Serra

Uma denúncia anônima levou a equipe da Delegacia de Segurança Patrimonial (DSP), nessa quinta-feira (02), até a casa do suspeito de furtar toda a merenda escolar do Centro Municipal de Educação Infantil de Serra (CMEI), de São Domingos, no município.
De acordo com o titular da DSP, delegado Fabiano Rosa, na casa de F.N.M., de 35 anos, localizada no mesmo bairro onde fica a escola, os policiais apreenderam parte do material furtado. “O crime ocorreu no dia 20 de fevereiro. Do CMEI ele pegou 30 kg de carnes, sete botijas de gás de cozinha e diversos utensílios. O furto prejudicou o andamento das atividades dos alunos”, afirmou.
Fabiano Rosa disse ainda que a outra parte da mercadoria estava sendo vendida em um comércio. “O proprietário do local foi ouvido e liberado. Todo o material subtraído foi recuperado e entregue a direção da escola”, ressaltou.   O delegado disse ainda que F.N.M. prestou depoimento e que ele será indiciado por furto qualificado. “Como não havia mais flagrante, ele foi ouvido, confessou o furto e foi liberado. Porém, vamos pedir a prisão dele”, concluiu.

Governo tem novos critérios para doação de sangue devido à febre amarela

Candidatos a doação de sangue que tiverem sido vacinados para o vírus da febre amarela devem aguardar quatro semanas, a partir da data da vacinação, para doar sangue. Já os candidatos que foram infectados pelo vírus serão considerados inaptos para doação por um período de seis meses. As recomendações foram divulgadas hoje (2) por meio de Notas Técnicas conjuntas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde. A medida inclui a triagem de doadores de órgãos e tecidos e visa a prevenção da transmissão do vírus da febre amarela.
As notas foram emitidas considerando os recentes registros de casos de febre amarela silvestre em regiões do Brasil, alertando para a necessidade de se considerar o risco de transmissão dessa doença por meio de transfusão sanguínea ou transplante, isso porque há relatos de transmissão do vírus da febre amarela por transfusão após a vacinação de doadores de sangue.
Candidatos à doação de sangue que vivam em áreas silvestres, rurais ou de mata dos municípios com casos suspeitos ou confirmados de febre amarela e que não tenham sido vacinados deverão ser considerados inaptos. Doadores que viajaram para as áreas de risco e que também não tenham sido vacinados serão considerados inaptos por 30 dias após o retorno da área de risco.     A recomendação também informa que os doadores devem ser instruídos para que comuniquem o serviço de hemoterapia caso apresentem qualquer sinal ou sintoma de processo infeccioso até 14 dias após a doação.
De acordo com Ministério da Saúde, o principal fator de risco é a exposição de indivíduos não vacinados a áreas silvestres, rurais ou de mata dos municípios identificados. “Até o momento, não existem informações seguras disponíveis sobre o tempo de inaptidão à doação de sangue após a recuperação completa quando o indivíduo tiver sido infectado pelo vírus da febre amarela”, diz a recomendação conjunta. A lista completa de municípios com casos suspeitos de contágio pela febre amarela pode ser acessada no site da pasta.
Fonte: Agência Brasil

Cinco pessoas morreram em rodovias federais durante o carnaval no ES


A maior infração cometido pelos motoristas continua sendo o excesso de velocidade. Foto: Divulgação PRF-ES
Durante os quatro dias de carnaval houve queda de 36% no número de acidentes graves nas rodovias federais do Espírito Santo, no entanto os números apontam para um aumento no total de morte.
Em 2016, foram 50 acidentes, contra 32, em 2017. No caso de acidente com morte, em 2016, foram duas e em 2017, cinco. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante a Operação Carnaval, foram fiscalizados 3.610 veículos e 3.773 pessoas. Foram notificados 1.520 veículos, sendo 471 deles por ultrapassagens em faixa contínua amarela, segunda infração mais cometida pelos motoristas este ano.    O primeiro lugar no total de infrações foi o excesso de velocidade. O uso dos radares foi amplamente divulgado em todos os meios de comunicação com o objetivo de reduzir a quantidade de acidentes e salvar vidas.
Mesmo com toda a divulgação, a infração continua sendo a mais cometida. Foram 1.689 motoristas flagrados ao exceder o limite de velocidade regulamentado para a via. Uma das infrações que causam o acidente mais letal das rodovias federais do Espírito Santo, a colisão frontal.
Também foram realizados 1.555 testes de bafômetro, com o total de 44 motoristas autuados, sendo 12 destes por recusa a realiza o teste e 02 prisões pelo crime de embriaguez ao volante. Houve um aumento de 57% de motoristas autuados por beber e dirigir, comparado ao ano de 2016.
Neste carnaval a cada 36 testes de alcoolemia, 1 condutor foi multado por dirigir sob influência de álcool. No carnaval do ano passado, 1 motorista foi autuado a cada 95 testes.
No ano de 2016 foram realizados mais testes (1.854) e menos pessoas foram flagradas cometendo a infração, ou seja, mesmo com 16% a menos no total de testes, a PRF constatou mais ocorrências e mais motoristas assumindo o risco de dirigir sob a influência de álcool, o que constata que mesmo com o aumento no valor da autuação, chegando a quase três mil reais, muitos motoristas ainda não se conscientizaram dos riscos.
O valor da multa para quem é flagrado dirigindo sob influência de álcool é R$ 2.934,70 e o motorista tem o direito de dirigir suspenso por 12 meses. A partir de 0,30 mg/l (miligramas de álcool por litro de ar expelido) é crime de trânsito.
Outras infrações
Além das infrações já citadas, 308 motoristas foram multados por não acender a luz baixa do farol durante o dia nas rodovias. Essa infração passou a vigorar em meados do ano de 2016, não sendo possível comparativos para mesma data.
Em seguida as infrações já citadas, ainda foram constatados:
– 111 condutores sem utilizar o cinto de segurança ;
– 58 condutores conduzindo o veículo sem estar devidamente licenciado;
– 56 passageiros sem usar o cinto de segurança;
– 41 pessoas dirigindo veículo sem possuir CNH/PPD/ACC.
Demais ocorrências
Ainda atendendo o alto índice de veículos furtados/roubados no estado durante as últimas semanas, na Operação Carnaval 2017 a PRF recuperou mais 10 veículos nessa situação. Os veículos foram encaminhados para as demais providências pela polícia judiciária e
felizmente menos patrimônios foram lesados. A PRF ainda apreendeu 5 veículos, sendo 2 com sinais de adulteração e que estavam
circulando como se fossem veículos diversos dos de origem. Ao todo, 16 pessoas foram presas durante a operação por diversos crimes como roubo/furto de veículos, tráfico de entorpecentes, uso de documento falso, alcoolemia e mandado de prisão.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

Jejum 6 dia desintoxicacao exercícios e catabolismo proteíco

Mesmo com retorno gradual da PM, Força Tarefa segue no ES

Homens das Forças Armadas no Terminal de Laranjeiras: cena do cotidiano da cidade nesses dias de crise. Foto: Fábio Barcelos A paralisação dos policiais militares (PM’s), devido ao fechamento dos batalhões por familiares e amigos, está perdendo força. Mas a Força Tarefa Capixaba, composta pelas Forças Armadas e Força Nacional de Segurança seguirão no ES até o próximo dia 08 de março, a princípio. Na noite de ontem (23), a Secretaria de Estado de Segurança (Sesp) informou que 36 viaturas foram retiradas de batalhões que estavam bloqueados: seis do Regimento de Polícia Montada (RPMont), 17 do Batalhão de Missões Especiais (BME), em Vitória, e 13 viaturas da 11ª Companhia Independente, em Viana. Esta última é a primeira cidade da Grande Vitória a retornar com 100% do efetivo. Também foi divulgada nova determinação da Justiça estadual para serem desbloqueadas as portas dos quartéis de imediato, com multa de R$10 mil por dia para cada pessoa. E na manhã do mesmo dia, o comandante do Comando de Polícia Ostensiva Metropolitano, coronel Alexandre Ramalho, deu entrevista coletiva informando que cerca de 6,5 mil dos 9,5 mil policiais militares já havia voltado ao trabalho. A Sesp informou também na quinta-feira, que em 23 cidades o policiamento era de 100% do efetivo, pois a paralisação havia acabado, e nas demais 55, havia retorno parcial. A secretaria já havia adiantado que 2.580 PM’s irão responder a Inquérito Policial Militar (IPM), 235 a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e 36 ao Conselho de Disciplina (CD). Mas o coronel Alexandre Ramalho, afirmou que o retorno voluntário dos policiais militares ao trabalho “vai servir de atenuante” aos processos disciplinares instaurados, o que pode indicar uma disposição do governo em recuar de punições mais duras para uma maior quantidade de PM’s, como a expulsão da corporação. Na última quarta (22), um boletim geral da Polícia Militar divulgou uma lista com a transferência de 55 PM’s da Grande Vitória para o interior. A redação entrou em contato com a Sesp para saber sobre a presença de Policiais Militares nas ruas da Serra, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem às 19h de ontem (23). Apesar do gradual retorno dos PM’s às ruas, o comandante da Força Tarefa Conjunta Capixaba, general de brigada Adilson Carlos Katibe disse que as Forças Aramadas e a Força Nacional vão permanecer no estado pelo menos até o próximo dia oito de março, em especial na Grande Vitória.

Bruno Lamas cobra que empresa construa teatro por terreno doado há 22 anos

Lamas (esq) diz que lei que revogou a compensação da construção do teatro é inconstitucional e afirma que irá acionar os órgãos necessários. Foto: Divulgação O deputado estadual Bruno Lamas (PSB), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Grilagem na Assembleia Legislativa, está cobrando o cumprimento de uma das condicionantes da lei 1855/1995, que é a construção de um teatro na Serra. Na última quarta-feira (22) a CPI ouviu representantes do grupo Dadalto S/A, Pedro e Osvaldo Dadalto, que falaram sobre o imóvel recebido por meio de um incentivo municipal em 1995. A construção do teatro era uma das condicionantes para a doação, sendo para a empresa Dadalto a responsabilidade de 50% da obra. Acompanhado pelo advogado da empresa, Pedro Dadalto disse que, apesar de ser sócio, não participou da negociação realizada em 1995. Na sequência, outro sócio, Osvaldo Dadalto confirmou o recebimento do terreno e disse reconhecer a Lei, cujo objetivo seria estimular o desenvolvimento da região do Parque Residencial Laranjeiras. Questionado pelo deputado Bruno Lamas se desde 1995 o empresário chegou a ser notificado pela Prefeitura para o cumprimento da cláusula, alegou que não. Disse ainda que em 2007 a Lei havia sido revogada. Lamas provocou o empresário, perguntando se caso a Lei 1855/1995 estivesse em vigor, a empresa se comprometeria a construir a obra. Dadalto respondeu que sim. “Se a Lei não estiver revogada, tudo bem, vamos honrar”, resumiu. Bruno Lamas afirma que a lei 3124/2007 que revogou a lei de 1995 que versa sobre a compensação de construção do teatro, seria inconstitucional. Segundo o deputado, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo teria avaliado a revogação da Lei 1855/1995 como inconstitucional, em resposta a uma ação de inconstitucionalidade de autoria do procurador geral na época, Severino Alves. O relator lembrou que vai cobrar informações à Câmara da Serra, sobre a possível revogação da Lei, e da Procuradoria da Prefeitura sobre o tema. “Considero esse teatro uma enorme contribuição à cultura e ao lazer da cidade. A CPI vem cumprindo bem seu papel”, disse Lamas. Entenda o caso De acordo com a Lei Municipal 1.855/95, a Dadalto S/A e Mercantil Reis Magos Ltda. – antigo supermercado Estoque – receberam terrenos respectivos na metragem de 4.966,50 m², para a construção de uma loja de departamento; e de 3.600 m², para a construção de um supermercado, com uma exigência: a construção de um espaço cultural para o município de 800 m².

Perda de R$ 200 milhões e 25 mil visitantes sem feira de rochas

Autoridades locais em edição anterior da feira: crise na segurança pública do ES foi a razão do cancelamento. Foto: Divulgação / Câmara de Comércio Brasil Grécia Caio Dias A organização da Vitoria Stone Fair 2017, maior feira de rochas da América Latina, tinha expectativa de receber 25,5 mil visitantes de 58 países. O evento seria no Parque de Exposições de Carapina, Serra, entre os dias 14 e 17 de fevereiro deste ano, mas não foi isso que aconteceu. Por conta da crise de segurança que o Estado enfrenta desde o início da greve da PM há 20 dias, o evento foi cancelado o evento pode ter deixado de movimentar mais de R$ 200 milhões, já que essa era a expectativa de geração de negócios na edição do ano passado. Com a não realização da 42ª edição da feira, vários tipos de negócios deixaram de ser feitos, o que impactou diversos segmentos. Fornecedores da feira, montadores de stands, pessoas contratadas para o evento, hotelaria e setor alimentício foram afetados diretamente. Eram esperados 350 expositores, de 22 países que já estavam confirmados, afirma Cecília Milanez, proprietária da empresa Milanez & Milaneze, empresa organizadora da feira. No Brasil, segundo o site do evento, existem 1.500 pedreiras em atividade e a produção é de 9 milhões de toneladas de rocha por ano. A exportação de rochas movimenta US$ 1,2 bilhões por ano, e um volume de 2,3 milhões de toneladas de pedra saem do país. Desse total, o Espírito Santo é responsável por 95% das vendas de manufaturados para o exterior. 10% do PIB do Estado é do setor de mármore. Já a Serra cidade é a maior exportadora estadual do setor, com participação de 27% do total em 2015. O dado é do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas). Grande parte da produção do município é constituída de chapas polidas de mármores, granitos e quartzitos. Segundo dados do Sindirochas (Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo) atualmente a Serra conta com mais de 200 empresas de beneficiamento de rochas ornamentais, que geram cerca de 2,6 mil empregos. Mas não possui lavras de extração; os blocos de rochas brutas vêm de outros municípios. Bares, comércio e indústria prejudicados A reportagem do Jornal Tempo Novo, na última semana conversou com setores responsáveis pela indústria e comércio na Serra e no Espírito Santo, que também contabilizaram prejuízos pela falta de segurança. As estimativas de prejuízo na indústria da Serra, segundo a Findes foi de cerca de R$ 90 milhões. E todos os prejuízos do comércio do Estado foram de mais de R$ 330 milhões, segundo a Fecomércio. Por meio de nota, Wilson Vettorazzo, presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares) afirma que o setor também foi atingido pela falta de policiamento que assolou o ES e que tinha expectativa de faturar mais com a movimentação provocada pela Vitória Stone Fair, que duplicaria o faturamento das principais casas da Grande Vitória. Proprietários de bares e restaurantes, além da que na movimentação, eles estão tendo mais prejuízos. Os gastos aumentaram e isso porque estão tendo que bancar transporte particular para os colaboradores, por conta da defasagem no transporte público.

WEB RADIO NOVA MELODIA


PSD e deputada trocam farpas sobre prisão de ex-prefeito de Fundão

Janete nega as acusações e não poupa críticas a gestão de Pedroni em Fundão. Foto: Divulgação Assembleia Legislativa Yuri Scardini / Conceição Nascimento Na última terça-feira (21), o mercado político foi surpreendido com as prisões do ex-prefeito de Fundão, Anderson Pedroni (PSD), o Coordenador de Controle Interno da Câmara da Serra e presidente do PSD municipal, Flávio Serri, e um empresário da Serra. Os três são acusados de corrupção. Após a soltura, que ocorreu um dia após as prisões, Flávio Serri falou com a reportagem do Tempo Novo e disse que o fato teve caráter político, e quem estaria por traz seria a deputada estadual Janete de Sá (PMN). Por sua vez, a deputada nega as acusações. Pesa sobre os três a acusação de uma manobra para revogar o decreto legislativo nº 001/2015, que reprovou as contas de Pedroni de 2011, quando estava à frente da prefeitura de Fundão. Supostamente os acusados teriam oferecido vantagens indevidas a vereadores para revogar tal decreto. Com isso, possibilitariam Anderson Pedroni assumir o cargo de prefeito, uma vez que foi o mais votado nas eleições de 2016. “O que a denúncia sustenta é de que estávamos comprando vereadores para votar um decreto que revogava a desaprovação das contas do Anderson. A deputada Janete de Sá tem entre seus assessores um ex-vereador que disputou as eleições, sendo derrotado por Anderson. Assim, querem a realização de um novo pleito e esse seria o objetivo do grupo da deputada”, disparou Serri. “A deputada Janete de Sá participou da manobra, tinha informações antecipadas sobre a ação e compactuou com a brutalidade”, disse. Flávio disse ainda que conseguiu dois habeas corpus, um pelo Fórum da Serra e outro do Tribunal de Justiça. “Não existe nenhuma prova que aponte para um crime. Nenhuma das gravações que pudemos verificar nos autos tem indício de crime, que sustente uma prisão”, continuou. Serri, que é presidente municipal do PSD, disse que pediu espaço na Tribuna Livre da Câmara da Serra para esclarecer os fatos. “Só vi isso na ditadura militar, nos livros de história. Um movimento político legítimo arbitrariamente punido por força de polícia. Sofri esta ação por divergir com os interesses de um grupo que por anos assaltou o município e que quer desconstruir a figura do Anderson”, acrescentou. A reportagem tentou falar com Anderson Pedroni, sem sucesso, mas foi informada que ele estava sem telefone celular, que se encontra em posse da Polícia Civil. Deputada nega qualquer envolvimento A deputada Janete de Sá negou que tenha qualquer envolvimento nos fatos ocorridos em Fundão. Disse ainda que um dos seus assessores, Adriano Ramos, disputou as eleições em 2016 e que já atuou como vereador na cidade. “Ele foi o candidato a prefeito do meu partido. É uma pessoa que tem emprego, que foi o vereador mais votado e é filho de Fundão, colocou o nome à disposição, diante do nível de candidaturas lá. O que mais o constrangia é que o Anderson passou a posar de vítima, passando a dizer para a população que o Adriano o estava perseguindo. Não foi Adriano que articulou a reprovação das contas, foi o TC e a Câmara acompanhou. Alertamos a população, que foi induzida ao erro”, disse. Para a deputada, o Nuroc pedir as prisões é um fato. “Ouviram depoimentos após escutas telefônicas, determinadas pela Justiça, que constataram que o prefeito tentou comprar vereadores. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está definindo que haverá outra eleição. Não tenho pessoas ligadas à Polícia Civil, e o Nuroc é um núcleo sério. Quem perde com este escândalo é a população de Fundão”, concluiu.